Biografia de Johnny Cash - Depois da Fama

Em 1954, Johnny Cash fez um teste na Sun Records como artista solo com Sam Phillips, que respondeu que as músicas gospel que ele cantava não eram comercializáveis. Cash então retornou aos estúdios com sua banda The Tennessee Three – formada pelo guitarrista Luther Perkins, o baixista Marshall Grant e o baterista Red Kernodle – cantando um estilo diferente.

A primeira canção gravada por eles, Hey Porter, não emplacou. No entanto, Cry Cry Cry entrou no ranking da Billboard, entre as 20 músicas mais tocadas. Mais algumas canções suas conseguiram o mesmo feito, até que I Walk The Line atingiu o primeiro lugar e nele permaneceu por semanas. Era o começo de uma carreira de sucesso.

Quando sua carreira estava começando a decolar, nos anos 60, o cantor começou a beber muito e viciou-se em anfetaminas e barbitúricos. Cash confessou anos mais tarde em uma entrevista que, nessa época, “experimentou todas as drogas que havia para serem experimentadas”.


Em 1966, separou-se de Vivian Liberto e, mais tarde, casou-se novamente, desta vez com June Carter, que veio a ser sua companheira também no mundo musical. Após uma tentativa de suicídio fracassada e contando com a ajuda da amada, Cash iniciou sua batalha contra o vício. Apesar dos problemas, o cantor continuava a produzir e lançou seus dois álbuns mais bem sucedidos: Johnny Cash at Folsom Prison e Johnny Cash at San Quentin. Em 1969, nasceu seu único filho homem, John Carter Cash.

Nos anos 70, Cash conseguiu cristalizar sua imagem pública. Sempre saía de preto nas ruas, o que lhe rendeu o apelido de “homem de preto”. Nos anos 80, suas gravações não conseguiram mais causar um impacto significativo, mas suas turnês continuavam de forma bem sucedida.

Sua carreira ganhou novo fôlego nos anos 90, quando gravou os álbuns American Recordings e Unchained – sucessos de público e crítica. Cash adoeceu sucessivas vezes a partir de 1997 e veio a falecer em 2003, alguns meses após a morte de sua esposa.